O piloto
Horácio, português de Lisboa, tinha quarenta anos e uma vida sólida e estruturada como piloto de avião em rotas internacionais. Seu destino era, frequentemente, o Brasil e os Estados Unidos, mais precisamente o Rio de Janeiro e Nova York. Ele nunca saberia dizer qual dos dois países preferia; para ele, os dois eram diferentes, mas se completavam. Viver nos ares lhe trazia uma adrenalina que o fazia sentir-se verdadeiramente vivo.
Caroline, sua esposa americana, era aeromoça na mesma companhia aérea em que ele trabalhava, e foi em pleno voo que se encontraram pela primeira vez. Desde aquela viagem, Horácio se apaixonou. Os dois viveram um romance intenso, quase de conto de fadas, entre as nuvens, sob o céu mais azul que se possa imaginar. Tudo parecia perfeito.
Caroline era uma bela mulher, e juntos formavam um belo casal. Decidiram fixar residência em Nova York, ponto de chegada e partida para Horácio. Carol, como ele a chamava carinhosamente, deixou o emprego assim que o primeiro filho nasceu. Mesmo com a chegada do segundo bebê, mantinha-se esbelta e sempre charmosa, cuidando do visual e da casa com dedicação.
Parte do mês, Horácio permanecia em sua casa americana, junto de Caroline e seus filhos. Desfrutava do que a esposa tinha de melhor a oferecer e do conforto do lar que haviam construído. Na outra parte do mês, no entanto, seu tempo era passado com sua “família brasileira”. Larissa, a mulher com quem compartilhava esses momentos, conheceu o piloto em uma de suas viagens aos Estados Unidos. Ao embarcar de volta para o Brasil, Larissa se encantou pelo jovem e charmoso piloto, que a levou a “outros voos”.
Sem saber da existência uma da outra, as duas mulheres tinham algo em comum: uma paixão profunda pelo belo português, um verdadeiro cidadão do mundo. Cada uma delas era única, com atributos físicos, culturais e personalidades distintas que, para Horácio, formavam um equilíbrio perfeito, preenchendo o que ele considerava o ideal de família.
Horácio raramente se atrapalhava. Em sua mente, existia uma família de cada vez. Quando estava com uma, esquecia-se da outra, mantendo, no entanto, todas unidas em seu coração. Certo dia, porém, cometeu um engano que o deixou inquieto. Trocaram-se os presentes: Larissa, no Rio, recebeu um casaco de pele que teria poucas oportunidades de usar no calor da cidade, mas aceitou o presente como um fetiche do marido e “pintou e bordou” com a peça em noites apaixonadas com seu piloto português. Caroline, em Nova York, ganhou uma coleção de biquínis extravagantes e sensuais, e, compreendendo o “pedido silencioso” de Horácio, proporcionou ao marido noites de intensa paixão.
Foi ao perceber as respostas calorosas de ambas ao seu presente “fora de estação” que Horácio se deu conta do erro. Perturbado, começou a misturar os nomes das esposas. Vestia bermudão no inverno nova-iorquino e se encasacava para o verão do Rio. Aos poucos, começou a perder a linha entre o que era Brasil e o que era Estados Unidos.
Com a mente nas nuvens, Horácio resolveu, a conselho do psiquiatra, esclarecer a situação. Com o máximo de cuidado para não ferir os sentimentos de nenhuma das duas, “abriu o jogo” com Larissa e Caroline. Para sua surpresa, ambas aceitaram a situação de maneira inesperada.
A partir de então, a ilha de Ibiza tornou-se um ponto de encontro para os três. Lá, longe dos julgamentos e das exigências, os amantes passaram a viver suas fantasias, redescobrindo juntos um mundo onde o amor e a cumplicidade desafiavam as convenções.
Caroline, sua esposa americana, era aeromoça na mesma companhia aérea em que ele trabalhava, e foi em pleno voo que se encontraram pela primeira vez. Desde aquela viagem, Horácio se apaixonou. Os dois viveram um romance intenso, quase de conto de fadas, entre as nuvens, sob o céu mais azul que se possa imaginar. Tudo parecia perfeito.
Caroline era uma bela mulher, e juntos formavam um belo casal. Decidiram fixar residência em Nova York, ponto de chegada e partida para Horácio. Carol, como ele a chamava carinhosamente, deixou o emprego assim que o primeiro filho nasceu. Mesmo com a chegada do segundo bebê, mantinha-se esbelta e sempre charmosa, cuidando do visual e da casa com dedicação.
Parte do mês, Horácio permanecia em sua casa americana, junto de Caroline e seus filhos. Desfrutava do que a esposa tinha de melhor a oferecer e do conforto do lar que haviam construído. Na outra parte do mês, no entanto, seu tempo era passado com sua “família brasileira”. Larissa, a mulher com quem compartilhava esses momentos, conheceu o piloto em uma de suas viagens aos Estados Unidos. Ao embarcar de volta para o Brasil, Larissa se encantou pelo jovem e charmoso piloto, que a levou a “outros voos”.
Sem saber da existência uma da outra, as duas mulheres tinham algo em comum: uma paixão profunda pelo belo português, um verdadeiro cidadão do mundo. Cada uma delas era única, com atributos físicos, culturais e personalidades distintas que, para Horácio, formavam um equilíbrio perfeito, preenchendo o que ele considerava o ideal de família.
Horácio raramente se atrapalhava. Em sua mente, existia uma família de cada vez. Quando estava com uma, esquecia-se da outra, mantendo, no entanto, todas unidas em seu coração. Certo dia, porém, cometeu um engano que o deixou inquieto. Trocaram-se os presentes: Larissa, no Rio, recebeu um casaco de pele que teria poucas oportunidades de usar no calor da cidade, mas aceitou o presente como um fetiche do marido e “pintou e bordou” com a peça em noites apaixonadas com seu piloto português. Caroline, em Nova York, ganhou uma coleção de biquínis extravagantes e sensuais, e, compreendendo o “pedido silencioso” de Horácio, proporcionou ao marido noites de intensa paixão.
Foi ao perceber as respostas calorosas de ambas ao seu presente “fora de estação” que Horácio se deu conta do erro. Perturbado, começou a misturar os nomes das esposas. Vestia bermudão no inverno nova-iorquino e se encasacava para o verão do Rio. Aos poucos, começou a perder a linha entre o que era Brasil e o que era Estados Unidos.
Com a mente nas nuvens, Horácio resolveu, a conselho do psiquiatra, esclarecer a situação. Com o máximo de cuidado para não ferir os sentimentos de nenhuma das duas, “abriu o jogo” com Larissa e Caroline. Para sua surpresa, ambas aceitaram a situação de maneira inesperada.
A partir de então, a ilha de Ibiza tornou-se um ponto de encontro para os três. Lá, longe dos julgamentos e das exigências, os amantes passaram a viver suas fantasias, redescobrindo juntos um mundo onde o amor e a cumplicidade desafiavam as convenções.

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