Desconvida
Aninha e Carlos preparavam o jantar, animados, enquanto aguardavam seus convidados: Joana, grande amiga do casal, e Roberto, seu novo namorado, que ainda não conheciam pessoalmente. O aroma do assado espalhava-se pela casa, aguçando o apetite, especialmente de Aninha, que estava grávida de quatro meses. A ideia era convidar a amiga e seu namorado para apadrinharem o bebê que estava a caminho.
Quando a campainha tocou, o casal ajeitou-se diante do espelho, querendo parecer alinhados e simpáticos para a ocasião especial e o encontro com o futuro padrinho desconhecido. Abriram a porta, e logo avistaram Joana e Roberto aos beijos e abraços. Aninha, surpresa e um tanto assustada, segurou firme no braço do marido. Ficou pálida, sentindo-se tonta, e sem conseguir balbuciar uma palavra. Carlos, preocupado, amparou-a imediatamente.
Joana e Roberto, percebendo a situação, providenciaram um copo d'água gelada e ajudaram Aninha a se acomodar no sofá. Depois de se recompor, embora ainda pálida, Aninha cutucou o marido e murmurou:
— Desconvida!
Carlos olhou para ela, confuso:
— Como assim? Por quê? Ele é o namorado da tua melhor amiga de infância...
Aninha insistiu, ainda visivelmente nervosa:
— Desconvida, agora!
Sem entender direito o motivo, Carlos a acompanhou até a cozinha, onde Aninha começou a fuçar na lixeira. De lá, retirou um jornal que mostrava a foto de um suspeito de assalto ao banco onde ela trabalhava. Ela sussurrou para o marido, apontando para a foto.
— É ele, Carlos! O Roberto é o suspeito do assalto!
O casal voltou para a sala com expressões tensas e trocando olhares nervosos. Tentando manter o controle da situação, Carlos levantou sua taça e improvisou:
— Então, um brinde ao... “desconvite”! Aninha e eu fizemos uma pequena confusão e, bem... achamos melhor não apressar as coisas.
Aninha, tentando manter o tom leve, completou:
— É, gente, meus cálculos estavam errados... eu... não estou grávida, afinal. Então, infelizmente, nossa proposta de padrinhos também... fica sem efeito. Sintam-se desconvidados.
Joana e Roberto riram sem entender o motivo, mas aceitaram o brinde. A noite terminou com um alívio velado para Carlos e Aninha, que passaram a acompanhar as notícias com mais atenção. Afinal, nunca se sabe onde um “desconvite” pode realmente salvar o dia.
Quando a campainha tocou, o casal ajeitou-se diante do espelho, querendo parecer alinhados e simpáticos para a ocasião especial e o encontro com o futuro padrinho desconhecido. Abriram a porta, e logo avistaram Joana e Roberto aos beijos e abraços. Aninha, surpresa e um tanto assustada, segurou firme no braço do marido. Ficou pálida, sentindo-se tonta, e sem conseguir balbuciar uma palavra. Carlos, preocupado, amparou-a imediatamente.
Joana e Roberto, percebendo a situação, providenciaram um copo d'água gelada e ajudaram Aninha a se acomodar no sofá. Depois de se recompor, embora ainda pálida, Aninha cutucou o marido e murmurou:
— Desconvida!
Carlos olhou para ela, confuso:
— Como assim? Por quê? Ele é o namorado da tua melhor amiga de infância...
Aninha insistiu, ainda visivelmente nervosa:
— Desconvida, agora!
Sem entender direito o motivo, Carlos a acompanhou até a cozinha, onde Aninha começou a fuçar na lixeira. De lá, retirou um jornal que mostrava a foto de um suspeito de assalto ao banco onde ela trabalhava. Ela sussurrou para o marido, apontando para a foto.
— É ele, Carlos! O Roberto é o suspeito do assalto!
O casal voltou para a sala com expressões tensas e trocando olhares nervosos. Tentando manter o controle da situação, Carlos levantou sua taça e improvisou:
— Então, um brinde ao... “desconvite”! Aninha e eu fizemos uma pequena confusão e, bem... achamos melhor não apressar as coisas.
Aninha, tentando manter o tom leve, completou:
— É, gente, meus cálculos estavam errados... eu... não estou grávida, afinal. Então, infelizmente, nossa proposta de padrinhos também... fica sem efeito. Sintam-se desconvidados.
Joana e Roberto riram sem entender o motivo, mas aceitaram o brinde. A noite terminou com um alívio velado para Carlos e Aninha, que passaram a acompanhar as notícias com mais atenção. Afinal, nunca se sabe onde um “desconvite” pode realmente salvar o dia.

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