Carta ao Meu Eterno Amor

Meu amor,

Hoje faz um ano.
Um ano sem teu riso, sem tua voz, sem o calor da tua mão encontrando a minha como quem sabe o caminho de olhos fechados.

O tempo, que dizem curar, não sabe nada de feridas que não cicatrizam. Ele apenas se acumula, camada sobre camada, feito pó que se deposita nos móveis, e eu sigo tentando soprá-lo, na esperança de te ver surgir inteiro outra vez.

Um ano sem você é como viver num quarto com janelas abertas, mas sem vento. A vida entra, passa, acontece — mas não move, não preenche, não acende.

Guardo teus gestos como quem guarda tesouros invisíveis. Cada detalhe teu ainda me visita: o assovio distraído, o jeito de ajeitar as coisas sem pressa, o olhar que dizia mais do que qualquer palavra.

Sinto tua falta em tudo. E, ao mesmo tempo, te sinto em tudo: no nascer do dia, nas sombras da noite, no intervalo entre uma respiração e outra.

Um ano sem você… e continuo contigo.
Porque o amor, ao contrário da presença, não conhece partida.


Sempre tua, Silvia

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