Como Passarinho
Viver, às vezes, é um exercício de leveza contra o peso do mundo. A cada manhã, somos lançados na vida como pequenos pássaros: as asas ainda úmidas do sono, o peito exposto às incertezas do vento, o olhar procurando um galho firme onde pousar o dia.
Não nos ensinam a voar. Apenas nos jogam no ar. E é assim que aprendemos – errando a rota, colidindo com vidraças que pareciam céu.
Há dias em que o voo é pleno. O vento sopra a favor, o ar parece cúmplice, e o horizonte se desenha em cores suaves. São dias em que o coração se alinha ao compasso da natureza, e viver parece simples como respirar.
Mas há outros – e são muitos – em que tudo pesa. O corpo, os pensamentos, os silêncios. Dias em que não há céu bastante. Em que qualquer tentativa de voo termina em pouso forçado. Em que tudo que queremos é um canto seguro, um abrigo onde possamos recolher as asas sem parecer desistência.
E mesmo assim, de algum modo, seguimos.
Não porque somos invencíveis. Mas porque dentro de nós pulsa algo mais antigo do que a lógica: uma coragem que não grita, mas insiste.
É um movimento que vem de dentro, um chamado quase sussurrado: tente mais uma vez.
E a gente tenta.
Não por heroísmo. Não por promessa de glória. Mas porque faz parte do que somos: frágeis, sim, mas com asas.
Capazes de voar mesmo com medo. Capazes de pousar sem vergonha. Capazes de seguir, feito passarinho – mesmo que só até o próximo fio de luz, o próximo galho, o próximo instante.
Não nos ensinam a voar. Apenas nos jogam no ar. E é assim que aprendemos – errando a rota, colidindo com vidraças que pareciam céu.
Há dias em que o voo é pleno. O vento sopra a favor, o ar parece cúmplice, e o horizonte se desenha em cores suaves. São dias em que o coração se alinha ao compasso da natureza, e viver parece simples como respirar.
Mas há outros – e são muitos – em que tudo pesa. O corpo, os pensamentos, os silêncios. Dias em que não há céu bastante. Em que qualquer tentativa de voo termina em pouso forçado. Em que tudo que queremos é um canto seguro, um abrigo onde possamos recolher as asas sem parecer desistência.
E mesmo assim, de algum modo, seguimos.
Não porque somos invencíveis. Mas porque dentro de nós pulsa algo mais antigo do que a lógica: uma coragem que não grita, mas insiste.
É um movimento que vem de dentro, um chamado quase sussurrado: tente mais uma vez.
E a gente tenta.
Não por heroísmo. Não por promessa de glória. Mas porque faz parte do que somos: frágeis, sim, mas com asas.
Capazes de voar mesmo com medo. Capazes de pousar sem vergonha. Capazes de seguir, feito passarinho – mesmo que só até o próximo fio de luz, o próximo galho, o próximo instante.

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