Sobre Renascimentos e Mortes
“Enquanto uns estão ocupados nascendo, outros estão ocupados morrendo” ( Bob Dylan).Mas, e se nascermos e morrermos muitas vezes dentro da mesma vida? E se cada instante for um limiar entre o fim e o começo, um interlúdio entre despedidas e recomeços?
Somos feitos de ciclos, de pequenas mortes e renascimentos silenciosos. Morremos quando abandonamos uma crença antiga, quando soltamos as mãos que já não seguram as nossas, quando as velhas roupas do passado já não nos servem mais. Morremos quando os sonhos se despedem, quando as esperanças mudam de forma, quando o olhar no espelho já não reconhece quem éramos ontem.
Mas, ao mesmo tempo, renascemos. No instante em que descobrimos uma nova verdade, quando encontramos novos caminhos, quando o coração pulsa por algo que antes não existia. Renascemos ao rir depois de um longo pranto, ao abrir os olhos para uma manhã que parecia impossível, ao respirar fundo e perceber que, apesar de tudo, seguimos aqui.
Há um jogo cósmico entre essas mortes e renascimentos. Como as estações, vestimos peles e deixamos cair folhas secas, mas voltamos a florescer quando o tempo certo chega. Cada adeus traz consigo um olá, cada perda abre espaço para algo novo. Mesmo quando tudo parece ruir, há sempre uma faísca escondida entre as cinzas, pronta para incendiar uma nova existência.
Enquanto uns estão ocupados nascendo e outros estão ocupados morrendo, nós seguimos entre os dois, dançando entre fins e recomeços, aprendendo a arte sutil de renascer todas as vezes que for necessário.
Silvia Marchiori Buss
Somos feitos de ciclos, de pequenas mortes e renascimentos silenciosos. Morremos quando abandonamos uma crença antiga, quando soltamos as mãos que já não seguram as nossas, quando as velhas roupas do passado já não nos servem mais. Morremos quando os sonhos se despedem, quando as esperanças mudam de forma, quando o olhar no espelho já não reconhece quem éramos ontem.
Mas, ao mesmo tempo, renascemos. No instante em que descobrimos uma nova verdade, quando encontramos novos caminhos, quando o coração pulsa por algo que antes não existia. Renascemos ao rir depois de um longo pranto, ao abrir os olhos para uma manhã que parecia impossível, ao respirar fundo e perceber que, apesar de tudo, seguimos aqui.
Há um jogo cósmico entre essas mortes e renascimentos. Como as estações, vestimos peles e deixamos cair folhas secas, mas voltamos a florescer quando o tempo certo chega. Cada adeus traz consigo um olá, cada perda abre espaço para algo novo. Mesmo quando tudo parece ruir, há sempre uma faísca escondida entre as cinzas, pronta para incendiar uma nova existência.
Enquanto uns estão ocupados nascendo e outros estão ocupados morrendo, nós seguimos entre os dois, dançando entre fins e recomeços, aprendendo a arte sutil de renascer todas as vezes que for necessário.
Silvia Marchiori Buss
Comentários
Postar um comentário