O Olhar da Primeira Vez
Vivemos tempos em que tudo parece já ter sido dito, escrito, assistido. Tempos em que a novidade se dissolve na velocidade das redes, e o encanto se perde na repetição. Para muitos, já não há surpresas: histórias se repetem, amores vêm e vão, a vida e a morte se sucedem como capítulos de um livro que já folhamos tantas vezes.
E, no entanto, há sempre alguém para quem tudo é a primeira vez. Um olhar que descobre, uma mente que absorve, um coração que se emociona. Para cada um que já viu, há outro que ainda não. Para cada história antiga, há uma alma jovem que a lê como se fosse única.
As crianças anseiam pelo saber, pelas descobertas que para nós são banais. O primeiro voo de um pássaro, a mágica de uma estrela cadente, o som das ondas quebrando na areia. Para nós, rotina; para elas, deslumbramento. O mundo não gira ao nosso redor. A graça não se perdeu — apenas esquecemos de vê-la.
Talvez o que nos falte seja reaprender a olhar. Olhar como se fosse a primeira vez, como se o tempo não tivesse nos endurecido, como se a vida ainda fosse um livro aberto, pronto para ser escrito. Reaprender a rir sem medo, a se surpreender sem ceticismo, a sentir sem reservas.
E se quisermos realmente compreender a vida, talvez devêssemos olhar com os olhos de uma criança. Rever nossas certezas, redescobrir nossas emoções, abraçar as repetições da existência não como um fardo, mas como parte do grande jogo da vida.
Porque, no fim, tudo se renova para aqueles que se permitem ver de novo. Porque sempre há, em algum lugar, alguém vivendo sua primeira vez.
Silvia Marchiori Buss
E, no entanto, há sempre alguém para quem tudo é a primeira vez. Um olhar que descobre, uma mente que absorve, um coração que se emociona. Para cada um que já viu, há outro que ainda não. Para cada história antiga, há uma alma jovem que a lê como se fosse única.
As crianças anseiam pelo saber, pelas descobertas que para nós são banais. O primeiro voo de um pássaro, a mágica de uma estrela cadente, o som das ondas quebrando na areia. Para nós, rotina; para elas, deslumbramento. O mundo não gira ao nosso redor. A graça não se perdeu — apenas esquecemos de vê-la.
Talvez o que nos falte seja reaprender a olhar. Olhar como se fosse a primeira vez, como se o tempo não tivesse nos endurecido, como se a vida ainda fosse um livro aberto, pronto para ser escrito. Reaprender a rir sem medo, a se surpreender sem ceticismo, a sentir sem reservas.
E se quisermos realmente compreender a vida, talvez devêssemos olhar com os olhos de uma criança. Rever nossas certezas, redescobrir nossas emoções, abraçar as repetições da existência não como um fardo, mas como parte do grande jogo da vida.
Porque, no fim, tudo se renova para aqueles que se permitem ver de novo. Porque sempre há, em algum lugar, alguém vivendo sua primeira vez.
Silvia Marchiori Buss
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