Café de Gratidão
Nosso café da manhã era um ritual de amor, um instante sagrado em que o mundo lá fora cessava sua pressa para nos permitir existir apenas um para o outro. Não importava o que havia na mesa – poderia ser pão com manteiga ou a mais fina iguaria - porque o verdadeiro banquete era a forma como ele me olhava, a delicadeza com que preparava cada detalhe, o zelo quase reverente com que transformava cada detalhe, o zelo quase reverente com que transformava gestos simples em provas incontentáveis de amor.
Ele sempre acordava primeiro. Era seu presente silencioso para mim. Enquanto eu ainda flutuava entre os sonhos, ele já estava ali, cuidando para que o dia começasse envolto em ternura. O café fumegante, as frutas cortadas com precisão, o pão aquecido na medida certa...E, além da mesa posta com carinho, havia a cena que mais me encantava: ele alimentando os pássaros, dividindo com eles essa paz que cultivávamos juntos.
Hoje, o café da manhã é outro. O ritual perdeu sua metade mais preciosa. O silêncio pesa mais, os pássaros ainda vêm, mas não há mais quem os chame com aquele assobio suave, nem quem me ofereça a primeira xícara de café com aquele olhar que dizia tudo sem precisar de palavras.
Meu amor, obrigada por toda manhã, por todo instante em que fez de nós um santuário de afeto. A saudade dói, mas ela também me aquece, porque fundo sei que o amor que vivemos nunca se perderá. Ele mora em cada nascer do sol, em cada canto de pássaro, em cada aroma de café que me faz fechar os olhos e, por um instante, te sentir aqui de novo.
Silvia Marchiori Buss
Ele sempre acordava primeiro. Era seu presente silencioso para mim. Enquanto eu ainda flutuava entre os sonhos, ele já estava ali, cuidando para que o dia começasse envolto em ternura. O café fumegante, as frutas cortadas com precisão, o pão aquecido na medida certa...E, além da mesa posta com carinho, havia a cena que mais me encantava: ele alimentando os pássaros, dividindo com eles essa paz que cultivávamos juntos.
Hoje, o café da manhã é outro. O ritual perdeu sua metade mais preciosa. O silêncio pesa mais, os pássaros ainda vêm, mas não há mais quem os chame com aquele assobio suave, nem quem me ofereça a primeira xícara de café com aquele olhar que dizia tudo sem precisar de palavras.
Meu amor, obrigada por toda manhã, por todo instante em que fez de nós um santuário de afeto. A saudade dói, mas ela também me aquece, porque fundo sei que o amor que vivemos nunca se perderá. Ele mora em cada nascer do sol, em cada canto de pássaro, em cada aroma de café que me faz fechar os olhos e, por um instante, te sentir aqui de novo.
Silvia Marchiori Buss
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