" A Arte de Sorrir Quando o Mundo Diz Não"
Em tempos difíceis, quando a vida nos coloca diante de desafios inesperados, a arte de sorrir pode parecer um ato de resistência. Sorrir, quando o mundo nos diz não, não é um gesto de negação da realidade, mas sim uma escolha consciente de seguir em frente, de transformar dores em aprendizados e dificuldades em caminhos possíveis.
A música Brincar de Viver, eternizada na voz de Maria
Bethânia e escrita por Guilherme Arantes, Mariozinho Rocha e Jon Lucien, nos
lembra que a vida, apesar dos tropeços, pode ser conduzida com leveza e
esperança. A letra traz um convite delicado, quase infantil, para enxergar as
oportunidades escondidas nas entrelinhas do cotidiano. Não se trata de um
otimismo ingênuo, mas da capacidade de encontrar beleza na simplicidade e força
na adversidade.
“Quem me dera ao menos uma vez acreditar que o mundo é
perfeito e que todas as pessoas são felizes.” Esse trecho ecoa o desejo
universal de um mundo mais justo e acolhedor. No entanto, a verdadeira
sabedoria está em compreender que a felicidade não depende da ausência de
dificuldades, mas da maneira como as enfrentamos.
Na prática, isso significa cultivar pequenos gestos: um
olhar carinhoso, uma palavra gentil, um momento de contemplação. Significa
permitir-se brincar, mesmo na vida adulta, resgatar o riso sincero da infância
e enxergar, na caminhada, não apenas os obstáculos, mas também as flores à
beira do caminho.
“A arte de sorrir quando o mundo diz não” é um ato de
coragem. É entender que, apesar das dores e perdas, a vida continua a nos
oferecer novas manhãs, novas possibilidades e novas razões para acreditar.
Talvez, como diz a música, “a gente não tenha o direito de calar a nossa voz”.
Que saibamos, então, usá-la para espalhar esperança, empatia e, acima de tudo,
o desejo genuíno de continuar brincando de viver.
Silvia Marchiori Buss
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