As Amigas e o Santo Casamenteiro
Madalena e Tereza eram inseparáveis desde a infância. Cresceram juntas numa vila de interior onde a tradição era tão antiga quanto os casarões. Passaram a juventude sonhando com vestidos brancos e uma casa com varanda florida. Aos vinte e poucos anos, com os enxovais prontos, as toalhas de renda cuidadosamente bordadas e cheirando a naftalina, começaram a se perguntar por que os pretendentes não apareciam.
Determinadas a mudar o destino, fizeram um pacto: "Vamos apelar ao santo casamenteiro!" Era junho, mês das festas juninas, e as promessas ao Santo Antônio começaram. Escreveram bilhetes, viraram o santo de cabeça para baixo e até jejuaram. "Ele não vai resistir à nossa devoção", dizia Madalena. Tereza concordava, já imaginando o nome do futuro marido escrito nas fitas coloridas das romarias.
Na grande romaria anual, conheceram dois romeiros: Antônio, um comerciante falador e bonachão, e João, um agricultor tímido com um sorriso fácil. Os encontros na estrada transformaram-se em conversas ao pé da fogueira. No fim da romaria, os pares estavam formados. Antônio e João eram tão diferentes de tudo que as amigas imaginavam, mas trouxeram risadas e sonhos que não estavam nos planos originais.
Os casamentos foram celebrados no mesmo dia, com festa grande e banda na praça. A vida parecia perfeita. Antônio e João montaram juntos um pequeno negócio de transporte, que os levava a longas viagens. Madalena e Tereza, agora vizinhas em terrenos geminados, dividiam o dia a dia, entre as tarefas da casa e as saudades dos maridos.
Até que o destino, tão caprichoso quanto o Santo Antônio, trouxe uma tragédia: um acidente de caminhão tirou as vidas de Antônio e João. As amigas, que haviam enfrentado tantas batalhas juntas, encontraram-se novamente sozinhas. "Prometemos que não envelheceríamos sozinhas", disse Tereza, enxugando as lágrimas. Madalena concordou, com o olhar determinado.
E assim começaram uma nova peregrinação. Com os corações ainda feridos, mas as mãos firmes, voltaram às romarias, aos bilhetes e às orações. "Se o Santo nos ajudou uma vez, ajudará de novo!" As noites foram preenchidas com conversas e risadas, uma apoiando a outra enquanto sonhavam com futuros possíveis.
A nova busca trouxe não apenas esperança, mas também uma redescoberta da amizade e da vida. Santo Antônio, lá do altar, certamente se divertia com as amigas mais teimosas do vilarejo. Afinal, a fé delas era inquebrantável – e assim, o ciclo de amor e cumplicidade seguia, escrito com o aroma de naftalina e o brilho da promessa de nunca deixar a outra sozinha.
Determinadas a mudar o destino, fizeram um pacto: "Vamos apelar ao santo casamenteiro!" Era junho, mês das festas juninas, e as promessas ao Santo Antônio começaram. Escreveram bilhetes, viraram o santo de cabeça para baixo e até jejuaram. "Ele não vai resistir à nossa devoção", dizia Madalena. Tereza concordava, já imaginando o nome do futuro marido escrito nas fitas coloridas das romarias.
Na grande romaria anual, conheceram dois romeiros: Antônio, um comerciante falador e bonachão, e João, um agricultor tímido com um sorriso fácil. Os encontros na estrada transformaram-se em conversas ao pé da fogueira. No fim da romaria, os pares estavam formados. Antônio e João eram tão diferentes de tudo que as amigas imaginavam, mas trouxeram risadas e sonhos que não estavam nos planos originais.
Os casamentos foram celebrados no mesmo dia, com festa grande e banda na praça. A vida parecia perfeita. Antônio e João montaram juntos um pequeno negócio de transporte, que os levava a longas viagens. Madalena e Tereza, agora vizinhas em terrenos geminados, dividiam o dia a dia, entre as tarefas da casa e as saudades dos maridos.
Até que o destino, tão caprichoso quanto o Santo Antônio, trouxe uma tragédia: um acidente de caminhão tirou as vidas de Antônio e João. As amigas, que haviam enfrentado tantas batalhas juntas, encontraram-se novamente sozinhas. "Prometemos que não envelheceríamos sozinhas", disse Tereza, enxugando as lágrimas. Madalena concordou, com o olhar determinado.
E assim começaram uma nova peregrinação. Com os corações ainda feridos, mas as mãos firmes, voltaram às romarias, aos bilhetes e às orações. "Se o Santo nos ajudou uma vez, ajudará de novo!" As noites foram preenchidas com conversas e risadas, uma apoiando a outra enquanto sonhavam com futuros possíveis.
A nova busca trouxe não apenas esperança, mas também uma redescoberta da amizade e da vida. Santo Antônio, lá do altar, certamente se divertia com as amigas mais teimosas do vilarejo. Afinal, a fé delas era inquebrantável – e assim, o ciclo de amor e cumplicidade seguia, escrito com o aroma de naftalina e o brilho da promessa de nunca deixar a outra sozinha.

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