Luzes Paralelas
Era uma vez dois universos que, em algum canto secreto do cosmos, espelhavam-se. Chamavam-se "Luzes Paralelas". Em cada um deles, uma jovem e um rapaz caminhavam por suas vidas, separados por uma fronteira invisível. Eles eram como reflexos, seguindo os mesmos passos, partilhando os mesmos sonhos e as mesmas dores, mas sem nunca se verem, sem sequer saberem da existência um do outro.
Ela vivia em um mundo banhado pela luz dourada de um sol suave, onde cada amanhecer se derramava em tons quentes e reconfortantes. Seus dias eram preenchidos por pequenas rotinas: caminhadas à beira do rio, risos entre amigos e noites tranquilas sob um céu estrelado. No entanto, em momentos de silêncio, algo dentro dela pulsava como uma saudade de algo que nunca vivera. Havia um vazio, um anseio sem nome, uma sensação de que faltava uma peça essencial em seu mundo dourado.
Ele, por outro lado, existia em um mundo de luz prateada, onde a lua era sua companheira constante, e os dias passavam como se fossem uma eterna noite clara. Havia uma beleza calma e fria em sua vida, um ritmo suave que lhe conferia paz. Mas, assim como ela, ele sentia um espaço dentro de si onde as palavras não alcançavam. Ele também carregava essa nostalgia de algo que jamais experimentara, como se sua alma estivesse destinada a algo além das estrelas de seu próprio céu prateado.
E, assim, ambos seguiam seus dias, sem saber que, no universo paralelo, alguém fazia exatamente o mesmo. Ela dançava sozinha em sua sala, sem perceber que ele, lá longe, se movia no mesmo ritmo. Ele parava para olhar as estrelas, e ela, no outro lado do cosmos, fazia o mesmo, imaginando que cada constelação escondia algo a mais, algo que ainda precisava descobrir.
As luzes paralelas nunca se cruzavam. Estavam sempre ali, uma ao lado da outra, brilhando sem nunca se encontrar. E, no entanto, existiam momentos em que seus corações batiam ao mesmo compasso, como se uma melodia secreta os unisse, ecoando entre as estrelas. Seus mundos nunca se tocariam, mas, de alguma forma, eram um do outro.
Eles jamais saberiam um do outro e, mesmo assim, eram completos. Eram almas gêmeas em luzes paralelas, emanando seu brilho próprio, enquanto o universo seguia seu curso. Naquela noite em que, mais uma vez, ambos ergueram os olhos para o céu, suas luzes brilharam mais intensamente. Talvez porque, finalmente, aceitaram que alguns encontros só podem existir na beleza silenciosa do infinito.
Silvia Marchiori Buss
Ela vivia em um mundo banhado pela luz dourada de um sol suave, onde cada amanhecer se derramava em tons quentes e reconfortantes. Seus dias eram preenchidos por pequenas rotinas: caminhadas à beira do rio, risos entre amigos e noites tranquilas sob um céu estrelado. No entanto, em momentos de silêncio, algo dentro dela pulsava como uma saudade de algo que nunca vivera. Havia um vazio, um anseio sem nome, uma sensação de que faltava uma peça essencial em seu mundo dourado.
Ele, por outro lado, existia em um mundo de luz prateada, onde a lua era sua companheira constante, e os dias passavam como se fossem uma eterna noite clara. Havia uma beleza calma e fria em sua vida, um ritmo suave que lhe conferia paz. Mas, assim como ela, ele sentia um espaço dentro de si onde as palavras não alcançavam. Ele também carregava essa nostalgia de algo que jamais experimentara, como se sua alma estivesse destinada a algo além das estrelas de seu próprio céu prateado.
E, assim, ambos seguiam seus dias, sem saber que, no universo paralelo, alguém fazia exatamente o mesmo. Ela dançava sozinha em sua sala, sem perceber que ele, lá longe, se movia no mesmo ritmo. Ele parava para olhar as estrelas, e ela, no outro lado do cosmos, fazia o mesmo, imaginando que cada constelação escondia algo a mais, algo que ainda precisava descobrir.
As luzes paralelas nunca se cruzavam. Estavam sempre ali, uma ao lado da outra, brilhando sem nunca se encontrar. E, no entanto, existiam momentos em que seus corações batiam ao mesmo compasso, como se uma melodia secreta os unisse, ecoando entre as estrelas. Seus mundos nunca se tocariam, mas, de alguma forma, eram um do outro.
Eles jamais saberiam um do outro e, mesmo assim, eram completos. Eram almas gêmeas em luzes paralelas, emanando seu brilho próprio, enquanto o universo seguia seu curso. Naquela noite em que, mais uma vez, ambos ergueram os olhos para o céu, suas luzes brilharam mais intensamente. Talvez porque, finalmente, aceitaram que alguns encontros só podem existir na beleza silenciosa do infinito.

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