Cara de um, focinho de outros
O encontro dos amigos da cidadezinha acontecia todos os anos e eles vinham de todos os lugares. Apresentavam suas famílias e confraternizavam entre gritos de alegria e, às vezes, de espanto. A figura sempre esperada era Claudinho – o gato da época – mas, todo ano, era decepção, o dito não comparecia!
- Ele pensa que é o tal, pegou todas e depois virou o cocho!
- Quantos anos sem aparecer? Dizia outra! Deve estar um bagulho, como todos nós!
Claro que as mais indignadas eram as mulheres que ele havia passado na conversa e as abandonou, sacaneou todas da forma como um malandro sabe bem fazer.
Clara, a mais apaixonada e inocente, teve sua vida virada do avesso ao ficar com Claudinho. Morava no internato das freiras e seria irmã, mas a tentação foi mais forte e se entregou de corpo e alma ao garanhão.
A festa estava sendo preparada no clube local, seria de arromba!!! O mulherio se perguntava:
- Será que esse ano ele vem?
- Duvido, dizia a outra...
Clara não se pronunciava, não casou, manteve-se fiel ao único amor de sua vida.
Noite linda de lua cheia e o clube abarrotado de gente, todos com crachá dependurado no peito, já que era impossível reconhecer certas criaturas... o quê, era o caso de Clara, que confirmou a veracidade da lei da Gravidade. A porta do clube se abre e através dela passa Claudinho e seu clã! Ele fora recebido entre gritos histéricos e de pavor, continuava moreno e lindo. Clara estremeceu na base, aproximou-se daquele que sempre a fez estremecer e que fora sua perdição.
Chegou balançando a bunda, feito uma gelatina, tocou o crachá com a unha mais longa que se poderia imaginar.
- Clara? Perguntou espantado, Claudinho.
- Como estás diferente, não se parece com aquela, aquela, mocinha de antigamente...
- Ah! Não? Falando nisso, disse Clara, deixa te apresentar “alguéns”!
Gritou em alto e bom som:
- Claudinho Junior, traz Claudio neto para conhecer o avô!!!
Claudinho viu suas caras e focinhos atravessarem o salão de festas do clube.
A partir desse encontro quem teve a vida virada do avesso foi o garanhão que teria de explicar à sua esposa e filhos, seus verdadeiros “clones”.
- Ele pensa que é o tal, pegou todas e depois virou o cocho!
- Quantos anos sem aparecer? Dizia outra! Deve estar um bagulho, como todos nós!
Claro que as mais indignadas eram as mulheres que ele havia passado na conversa e as abandonou, sacaneou todas da forma como um malandro sabe bem fazer.
Clara, a mais apaixonada e inocente, teve sua vida virada do avesso ao ficar com Claudinho. Morava no internato das freiras e seria irmã, mas a tentação foi mais forte e se entregou de corpo e alma ao garanhão.
A festa estava sendo preparada no clube local, seria de arromba!!! O mulherio se perguntava:
- Será que esse ano ele vem?
- Duvido, dizia a outra...
Clara não se pronunciava, não casou, manteve-se fiel ao único amor de sua vida.
Noite linda de lua cheia e o clube abarrotado de gente, todos com crachá dependurado no peito, já que era impossível reconhecer certas criaturas... o quê, era o caso de Clara, que confirmou a veracidade da lei da Gravidade. A porta do clube se abre e através dela passa Claudinho e seu clã! Ele fora recebido entre gritos histéricos e de pavor, continuava moreno e lindo. Clara estremeceu na base, aproximou-se daquele que sempre a fez estremecer e que fora sua perdição.
Chegou balançando a bunda, feito uma gelatina, tocou o crachá com a unha mais longa que se poderia imaginar.
- Clara? Perguntou espantado, Claudinho.
- Como estás diferente, não se parece com aquela, aquela, mocinha de antigamente...
- Ah! Não? Falando nisso, disse Clara, deixa te apresentar “alguéns”!
Gritou em alto e bom som:
- Claudinho Junior, traz Claudio neto para conhecer o avô!!!
Claudinho viu suas caras e focinhos atravessarem o salão de festas do clube.
A partir desse encontro quem teve a vida virada do avesso foi o garanhão que teria de explicar à sua esposa e filhos, seus verdadeiros “clones”.
Silvia Marchiori Buss

Comentários
Postar um comentário