O Tempo das Conexões
Às vezes a gente se frustra.
Planeja, organiza, sonha... tudo alinhado, tudo pronto. E de repente — nada
acontece.
A reunião cai, a viagem é adiada, a pessoa não chega, o momento não vem.
E a sensação é de que o universo está brincando com a gente, testando a nossa
paciência.
Mas não é bem assim.
Existe algo que a ciência já estuda com seriedade: a conexão entre corpo, mente
e universo.
Não é misticismo, é física.
As partículas se comunicam, os campos se alinham, e o tempo — aquele mesmo que
a gente tenta dominar — tem sua própria precisão.
Nada acontece fora do tempo
certo.
E esse “tempo certo” não é o da agenda, nem o do relógio de pulso, nem o das
nossas urgências emocionais.
É o tempo da sincronia.
O instante em que a energia do que você deseja se conecta à energia do que o
universo pode oferecer.
Quando essa conexão ainda
não está formada, pode insistir o quanto quiser — não flui.
É como tentar acender uma lâmpada sem corrente elétrica: há intenção, há
estrutura, mas falta o fluxo.
E quando o fluxo chega, tudo se acende naturalmente.
Sem esforço, sem empurrar o rio, sem implorar que ele corra mais rápido.
A ciência do tempo é exata,
mesmo que pareça invisível.
É como se cada acontecimento tivesse um código, um instante certo para se
revelar.
E quando mente e corpo estão em harmonia, quando não há ansiedade, essa conexão
se estabelece.
E o que parecia travado, de repente, acontece.
Não é milagre, é
equilíbrio.
O universo não conspira nem contra, nem a favor — ele apenas responde.
Responde ao que está pronto, ao que vibra na mesma frequência.
Por isso, quando algo não
acontece, não se irrite.
Talvez não seja recusa — seja preparo.
Talvez o tempo ainda esteja construindo as pontes invisíveis que farão tudo
fazer sentido.
Enquanto isso, respire.
A ciência garante: até a respiração tem ritmo, e cada inspiração é uma forma do
corpo ajustar o tempo interno ao externo.
Então respire, confie, e siga.
Porque quando corpo, mente
e universo finalmente se conectam, nada pode impedir o movimento.
Nem a pressa, nem o medo, nem o relógio.
Acontece — exatamente quando tem que acontecer.
Silvia Marchiori Buss
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