Não Queria Dizer Adeus
Não é apenas uma palavra. “Adeus” é uma travessia.
É a pausa entre um suspiro e o silêncio.
É o ponto final que ninguém quis escrever — mas a vida escreveu por nós.
Ninguém diz adeus quando o afeto é raso, quando a ausência não pesa, quando o outro é apenas mais um.
Adeus só dói quando se ama.
Porque amar é fazer morada no outro — e dizer adeus é ser expulso sem aviso prévio, como quem volta pra casa e encontra as portas fechadas por dentro.
É uma palavra que tenta ser educada, mas esconde um grito.
Ela se finge de resignação, de maturidade, de fé.
Mas o que se quer mesmo é ficar, nem que seja mais um pouco. Nem que seja só pra olhar mais uma vez, tocar mais uma vez, escutar aquele riso, aquele jeito, aquele timbre que agora vai se diluindo no tempo.
Dizer adeus é aceitar o inaceitável.
É empurrar o coração para um abismo e torcer pra que ele volte inteiro.
É um ato de coragem que se disfarça de gentileza. Porque ninguém quer ser cruel ao partir, mas também não quer ser esquecido.
E há tantos tipos de adeus...
O que se diz chorando num aeroporto.
O que se silencia num quarto de hospital.
O que se escreve numa carta nunca enviada.
O que se engole por orgulho, por medo, por impossibilidade.
Todos diferentes, todos iguais na dor que deixam.
Mas, paradoxalmente, o adeus também é uma forma de amor.
É reconhecer que algo foi tão bonito que merece ser despedido com dignidade.
É admitir que a presença foi tão intensa que vai continuar vibrando mesmo depois da partida.
Por isso, hoje, se eu disse “adeus”, não foi porque quis.
Foi porque te amei.
E só se despede quem ficou de verdade.
Só chora a ausência quem um dia conheceu a plenitude da presença.
Não queria dizer adeus...
Mas te levei comigo no gesto.
E talvez, quem sabe, em algum lugar, a vida nos devolva o reencontro —
com outra palavra menos sofrida,
e com o mesmo amor intacto.
Silvia Marchiori Buss
É a pausa entre um suspiro e o silêncio.
É o ponto final que ninguém quis escrever — mas a vida escreveu por nós.
Ninguém diz adeus quando o afeto é raso, quando a ausência não pesa, quando o outro é apenas mais um.
Adeus só dói quando se ama.
Porque amar é fazer morada no outro — e dizer adeus é ser expulso sem aviso prévio, como quem volta pra casa e encontra as portas fechadas por dentro.
É uma palavra que tenta ser educada, mas esconde um grito.
Ela se finge de resignação, de maturidade, de fé.
Mas o que se quer mesmo é ficar, nem que seja mais um pouco. Nem que seja só pra olhar mais uma vez, tocar mais uma vez, escutar aquele riso, aquele jeito, aquele timbre que agora vai se diluindo no tempo.
Dizer adeus é aceitar o inaceitável.
É empurrar o coração para um abismo e torcer pra que ele volte inteiro.
É um ato de coragem que se disfarça de gentileza. Porque ninguém quer ser cruel ao partir, mas também não quer ser esquecido.
E há tantos tipos de adeus...
O que se diz chorando num aeroporto.
O que se silencia num quarto de hospital.
O que se escreve numa carta nunca enviada.
O que se engole por orgulho, por medo, por impossibilidade.
Todos diferentes, todos iguais na dor que deixam.
Mas, paradoxalmente, o adeus também é uma forma de amor.
É reconhecer que algo foi tão bonito que merece ser despedido com dignidade.
É admitir que a presença foi tão intensa que vai continuar vibrando mesmo depois da partida.
Por isso, hoje, se eu disse “adeus”, não foi porque quis.
Foi porque te amei.
E só se despede quem ficou de verdade.
Só chora a ausência quem um dia conheceu a plenitude da presença.
Não queria dizer adeus...
Mas te levei comigo no gesto.
E talvez, quem sabe, em algum lugar, a vida nos devolva o reencontro —
com outra palavra menos sofrida,
e com o mesmo amor intacto.
Silvia Marchiori Buss
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